Vista-se de jambo,

a cor irmã

do sangue velho,

e das frutas

caindo abandonadas

no lamaçal

da delícia degradada,

porque esse traje

de machucada mortalha

tem a cor da vida

que vamos, juntos,

ressuscitar.

 

 
 

Arte e Editoração: Cláudia Cordeiro 

Esta edição é dedicada a Tânia França que me alertou para a beleza desse poema, contracapa do livro CLAU, 

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Retrospectiva 40 anos: Reportagem fotográfica. Você e Alberto da Cunha Melo, durante as comemorações dos seus 40 anos de Poesia. Clique na imagem à esquerda. 

 

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