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"Alguns
textos lembram daquela dor do existir, com versos que cortam feito faca
qualquer sentido ou idéia acomodada. Mas noutros ele traz doses
homeopáticas de alegria enquanto não chega a morte."
Ivana
Moura
(Diario
de Pernambuco, Recife, domingo, 07 de maio de 2006, Caderno Viver,
p. 08) |
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"Na
lírica brasileira a família dos poetas que souberam trabalhar com a
simplicidade é bem pequena. Me lembro aqui de Manuel Bandeira, Mário
Quintana, Cecília Meireles. Todavia, nenhum deles abordou temas tão
repletos de miséria e de vida como faz o pernambucano. Escrever quase
ao rés da fala comum sem perder o senso do sublime é quase impossível
e Alberto da Cunha Melo faz isso com perfeição."
Astier
Basílio
(Augusto,
suplemento cultural do Jornal da Paraíba. João
Pessoa, domingo, 07 de maio de 2006.
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Alberto da Cunha Melo
e não podes pegar, guardar
em panos e papéis laminados,
e não temes que se desfaça.
Estás com ele na multidão
e não o escondes dos mutilados.
O que não existe para os homens
Eis o que não te denuncia
nem volume para ser jogado no mar.
Eis o que é jovem a cada lembrança
e série, para envelhecer.
não pode ser devolvido.
(Voz
de Mariza Lourenço)
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