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(A Alberto da Cunha Melo)

Antônio Marinho


Dizem que Alberto é da Cunha Melo
Eu digo que Alberto é nosso, é do povo,
É de tudo que é gente

Dizem que Alberto é homem
Eu digo que ele é um presente
Que Deus a nós destinou

Dizem que Alberto é poeta
Eu digo que Alberto é a poesia...
LATENTE, VIBRANTE, SUFOCANTE...

Dizem que Alberto tem quarenta anos literários
Eu digo que Alberto tem uma vida em cada verso

Dizem que Alberto escreveu doze, ou treze, ou quinze livros
Eu digo que ele leu todos os textos,
Vislumbrou todas as auroras
E singrou todos os mares


Dizem que Alberto está aqui
Eu digo que Alberto é.
E digo que numa vírgula, numa letra, num olhar
Viaja instantaneamente e nos leva junto
                                                Do interior para o mar.




ANTÔNIO MARINHO é poeta, declamador e estudante de Direito, é natural de São José do Egito, terra de poesia. Fruto de uma família de tradição poética, é filho de Zeto e Bia Marinho, neto de Lourival Batista, bisneto de Antônio Marinho, sobrinho de Otacílio e Dimas Batista, de Graça Nascimento e de Job Patriota (por emoção). Declamando desde os três e escrevendo desde os seis anos, lançou aos dezesseis, seu primeiro livro: NASCIMENTO, pela editora Bagaço em 2003. Além de ter sido publicado por jornais e revistas locais, foi também divulgado pela imprensa nacional e internacional. É estudante de Direito. Reside no Recife, PE, e faz recitais por todo o Brasil. É autor de Nascimento (2003), seu primeiro livro de poemas. (Fonte: Pernambuco, Terra da Poesia. São Paulo: Escrituras, 2005)

CONTATO

marinhosje@gmail.com

 

Paráfrase do poema "Aos mestres com desrespeito" de Alberto da Cunha Melo, declamado por Antonio Marinho,  no  lançamento do livro O Cão de Olhos Amarelos, no auditório da Livraria Cultura., em Recife, PE, 09 de maio de 2006.
Arte e editoração deste e-mail: CLÁUDIA CORDEIRO  - www.plataforma.paraapoesia.nom.br